De trabajador a colaborador

estrategias discursivas en el mundo laboral contemporáneo

Autores/as

  • Cirlene Luiza Zimmermann Ministério Público do Trabalho (MPT) https://orcid.org/0009-0007-4062-3738
  • Raoni Rocha Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)

DOI:

https://doi.org/10.33239/rjtdh.v9.307

Palabras clave:

colaborador, eufemismo, neoliberalismo, precarização do trabalho, trabalhador

Resumen

Introducción: Este ensayo examina a nivel teórico-conceptual la sustitución del término “trabajador” por “colaborador” en las relaciones laborales contemporáneas. El cambio léxico no representa únicamente una actualización semántica o humanización, sino que funciona como un dispositivo ideológico alineado con la lógica neoliberal de flexibilidad, individualización y control subjetivo. Al reemplazar términos históricamente cargados, el discurso gerencial oscurece las asimetrías en las relaciones de empleo, debilita la identidad colectiva y diluye los fundamentos legales de la protección laboral.

Objetivo: El ensayo tiene como objetivo demostrar cómo el eufemismo “colaborador” construye un entorno simbólico de falsa asociación, enmascarando control y subordinación. También busca explorar las implicaciones políticas, jurídicas y psicológicas de este discurso en la experiencia laboral contemporánea.

Metodología: El estudio se basa en aportes de la sociología crítica, el derecho laboral y los estudios organizacionales. Discute la genealogía del término “colaborador” en el contexto de modelos de gestión flexible y capitalismo de plataformas. El método combina revisión bibliográfica crítica y análisis del discurso en las prácticas lingüísticas gerenciales.

Resultados: La investigación evidencia que el término “colaborador” promueve la internalización de la coerción, la intensificación del trabajo y la erosión de la conciencia de clase. Demuestra que el discurso sobre compromiso, emprendimiento y responsabilidad compartida genera una falsa sensación de asociación. También revela cómo las estructuras lingüísticas contribuyen a la precarización laboral y oscurecen derechos laborales históricamente establecidos.

Conclusión: El ensayo concluye que es necesario repolitizar el lenguaje laboral y reafirmar “trabajador” como marcador de lucha histórica y protección jurídica. Propone estrategias concretas de resistencia, como litigios estratégicos, sindicalismo digital y plataformas cooperativas, capaces de enfrentar la lógica dominante de precarización laboral en la era digital.

PALABRAS CLAVE: colaborador; eufemismo; neoliberalismo; precariedad laboral; trabajador.

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Biografía del autor/a

  • Cirlene Luiza Zimmermann, Ministério Público do Trabalho (MPT)

    Mestre em Direito e graduação pela UCS. Ex-professora de direito na Universidade de Caxias do Sul – UCS. Procuradora do Ministério Público do Trabalho – MPT. Coordenadora Nacional da Coordenadoria de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho e da Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora – CODEMAT/MPT. Palestrante. Lattes: https://lattes.cnpq.br/8479316729680785 ORCID: https://orcid.org/0009-0007-4062-3738. E-mail: cirlene.zimmermann@mpt.mp.br.

  • Raoni Rocha, Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)

    Professor Adjunto do Departamento de Engenharia de Produção, Administração e Economia (DEPRO) da Universidade Federalde Ouro Preto (UFOP), professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção (PPGEP) da UFOP. Doutor em Ciências Cognitivas e Ergonomia pela Universidade de Bordeaux, com validação do diploma pela COPPE/UFRJ. Mestre em Ciências do Trabalho e da Sociedade pelo Conservatoire National des Arts et Métiers (CNAM-Paris). Especialização em Ergonomia pela UFMG, graduação em Fisioterapia pela PUC-Minas e em Engenharia de Produção pela Universidade Pitágoras. Lattes: http://lattes.cnpq.br/1713336907702063. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-1181-0132. E-mail: raoni@ufop.edu.br.

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Publicado

2026-06-22

Número

Sección

Artigos em Fluxo Contínuo

Cómo citar

De trabajador a colaborador: estrategias discursivas en el mundo laboral contemporáneo. (2026). Revista Jurídica Trabajo Y Desarrollo Humano, 9. https://doi.org/10.33239/rjtdh.v9.307
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