La Dictadura Militar como Despotismo del Capital
control sobre la clase obrera en Brasil (1964-1985)
DOI:
https://doi.org/10.33239/rjtdh.v9.295Palabras clave:
clase obrera, despotismo del capital, dictadura militarResumen
Introducción: Es innegable que la democracia burguesa en Brasil constituye una excepción histórica. La prolongada experiencia de la esclavitud colonial delimitó la estructura social racializada y la inserción del país en la división internacional del trabajo como una formación nacional del capitalismo dependiente y, por lo tanto, subordinada al imperialismo. Además, la apreciación casi absoluta de la burguesía nacional por los espacios autoritarios de sociabilidad después de 1888, en sus más variadas expresiones, termina ejerciendo control sobre la acción política de la clase trabajadora. La excepcionalidad democrática permite, en la dinámica del capitalismo dependiente brasileño, las estrechas relaciones entre el autoritarismo político y el despotismo del capital. Esta articulación se materializa en la forma de la política estatal, como aparato de represión e ideología del Estado. En Brasil, el aparato estatal cumple, bajo ciertas condiciones históricas, el mecanismo de explotación y acumulación capitalistas.
Objetivo: Este artículo tiene como objetivo analizar el control sobre la clase trabajadora brasileña durante la Dictadura Militar de 1964-1985, a partir del caso Volkswagen.
Metodología: El análisis del artículo se basa en el materialismo histórico-dialéctico, la crítica a la forma jurídica y un enfoque cualitativo, utilizando la revisión bibliográfica y el análisis documental.
Resultados: Las limitaciones de la ideología jurídica como medio de reparación de la actuación de la empresa alemana en el citado intersticio, al rescatar la memoria histórica del autoritarismo brasileño, muestran que la dinámica de explotación y acumulación capitalista no requiere de la democracia burguesa.
Conclusión: La crítica a la forma jurídica es esencial para reflexionar sobre las conexiones entre la acumulación capitalista y el autoritarismo en el país. Por lo tanto, la excepcionalidad de la democracia burguesa en Brasil no puede interpretarse como una oposición dualista al autoritarismo, ya que la dinámica de la explotación capitalista, en su naturaleza despótica, moldea el régimen político burgués a sus necesidades de acumulación, como se observó en el período histórico aquí analizado.
PALABRAS CLAVE: clase obrera; despotismo del capital; dictadura militar.
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Referencias
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