(In)eficacia del control de convencionalidad en los Tribunales Superiores brasileños y su manifestación en las relaciones laborales
entre la pluralidad jurídica y el constitucionalismo multinivel
DOI:
https://doi.org/10.33239/rjtdh.v8.297Palabras clave:
constitucionalismo multinivel; control de convencionalidad; Corte Interamericana de Derechos Humanos; derechos humanos; jurisprudencia internacional.Resumen
Introducción: La consolidación del constitucionalismo multinivel, impulsada por la coexistencia de diversas órdenes jurídicas, impone desafíos a la actuación de los tribunales brasileños, especialmente en la incorporación de estándares internacionales de derechos humanos. Este desafío adquiere especial relevancia en las decisiones que involucran derechos sociales y laborales, marcadas por desigualdades estructurales.
Objetivo: Este estudio investiga cómo el Tribunal Superior del Trabajo (TST) y el Superior Tribunal de Justicia (STJ) salvaguardan el constitucionalismo multinivel al aplicar el control de convencionalidad, a partir del respeto a los precedentes del Sistema Interamericano de Derechos Humanos (SIDH), y cómo esta práctica promueve la integración entre las normas internas y los precedentes establecidos por la Corte Interamericana de Derechos Humanos (Corte IDH), con énfasis en su manifestación en el contexto de las relaciones laborales.
Metodología: La investigación adopta un enfoque cualitativo, con métodos dogmáticos y empíricos. Para ello, se recurre a una revisión bibliográfica especializada y al análisis de jurisprudencia del STJ y del TST, examinando la aplicación del control de convencionalidad, tanto in abstracto como in concreto, así como sus obstáculos prácticos. La dimensión empírica considera datos del Consejo Nacional de Justicia (CNJ) relativos a la aplicación de la Convención Americana sobre Derechos Humanos (CADH) y de la jurisprudencia de la Corte IDH en Brasil.
Resultados: El análisis revela un patrón fragmentado de internalización de la jurisprudencia de la Corte IDH, con prevalencia del uso de precedentes in concreto, en detrimento de un control de convencionalidad in abstracto sistematizado y preventivo.
Conclusión: Se concluye que, aunque se han producido avances, persiste un déficit en la internalización de la jurisprudencia de la Corte IDH. Esta limitación ocasiona impactos significativos en la efectividad de las garantías fundamentales, especialmente en el ámbito de las relaciones laborales, donde el control de convencionalidad podría desempeñar un papel más consistente.
PALABRAS CLAVE: constitucionalismo multinivel; control de convencionalidad; Corte Interamericana de Derechos Humanos; derechos humanos; jurisprudencia internacional.
Descargas
Referencias
ALVARADO, Paola Andrea Acosta. Ius Commune interamericano. Brevísimas notas sobre el concepto de diálogo. In: BOGDANDY, Armin von, ANTONIAZZI, Mariela Morales, MAC-GREGOR, Eduardo Ferrer (Coord.). Ius Constitutionale Commune en América Latina: textos básicos para su comprensión. México: Instituto de Estudios Constitucionales del Estado de Querétaro: Max Planck Institute for Comparative Public Law and International Law. 2017. p. 371-413.
BOMFIM, Brena Késsia Simplício do. Controle de convencionalidade: caminhos para a internacionalização do direito do trabalho brasileiro. 2023. 290 f. Tese (Doutorado em Direito) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2023.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 5 out. 1988. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 26 jun. 2025.
BRASIL. Decreto n. 1.973, de 1 de agosto de 1996. Promulga a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, concluída em de Belém do Pará, em 9 de junho de 1994. Adotada pela Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos em 6 de junho de 1994 e ratificada pelo Brasil em 27 de novembro de 1995. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, p. 14471, 2 ago. 1996. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1996/d1973.htm. Acesso em: 31 out. 2025.
BRASIL. Decreto nº 3.128, de 05 de agosto de 1999. Promulga a Convenção sobre a Proibição do Uso, Armazenamento, Produção e Transferência de Minas Antipessoal e sobre sua Destruição (Convenção de Ottawa). Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 5 ago. 1999. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3128.htm. Acesso em: 17 jul. 2025.
COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS. Protocolo Adicional à Convenção Americana sobre Direitos Humanos em Matéria de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (Protocolo de San Salvador, adotada em 17 de novembro de 1988). [San Salvador: CIDH, 1988]. 16 p. Disponível em: https://bibliotecadigital.mdh.gov.br/jspui/bitstream/192/10897/1/protocoloadicional.PDF. Acesso em: 31 out. 2025.
CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Recomendação n. 123, de 24 de maio de 2022. Dispõe sobre o controle de convencionalidade no âmbito do Poder Judiciário brasileiro. DJe/CNJ, n. 7, p. 5-6, 11 jan. 2022. Disponível em: https://atos.cnj.jus.br/atos/detalhar/4305#:~:text=Recomenda%20aos%20%C3%B3rg%C3%A3os%20do%20Poder,Corte%20Interamericana%20de%20Direitos%20Humanos. Acesso em: 17 jun. 2025.
CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA; PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ. Comportamento judicial em relação à Convenção Americana sobre Direitos Humanos: uma análise empírica do Poder Judiciário brasileiro. Brasília: CNJ, 2023. 310 p. (Justiça Pesquisa, 5). Disponível em: https://www.cnj.jus.br/wp-content/uploads/2023/05/5ajp-comportamento-judicial-11-05-23.pdf. Acesso em: 8 jul. 2025.
CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS. Caso Almonacid Arellano e outros vs. Chile. Sentença de 26 de setembro de 2006 (Exceções Preliminares, Mérito, Reparações e Custas). San José: Corte IDH, 2006. Disponível em: https://www.corteidh.or.cr/docs/casos/articulos/seriec_154_esp.pdf. Acesso em: 23 jun. 2025.
CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS. Caso Gelman vs. Uruguai. Sentença de 24 de fevereiro de 2011. San José: Corte IDH, 2011. Disponível em: https://www.corteidh.or.cr/docs/casos/articulos/seriec_221_por.pdf. Acesso em: 17 jun. 2025.
CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS. Caso Radilla-Pacheco vs. México. Sentença de 23 de novembro de 2009 (Exceções Preliminares, Mérito, Reparações e Custas). Série C, n. 209. San José: Corte IDH, 2009. Disponível em: https://www.corteidh.or.cr/docs/casos/articulos/seriec_209_ing.pdf. Acesso em: 23 jun. 2025.
CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS. Caso Velásquez Rodríguez vs. Honduras. Sentença de 29 de julho de 1988. San José: Corte IDH, 1998. Disponível em: https://www.corteidh.or.cr/docs/casos/articulos/seriec_04_por.pdf. Acesso em: 17 jun. 2025.
CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS. Caso Ximenes Lopes vs. Brasil. Sentença de 4 de julho de 2006 (Mérito, Reparações e Custas). Série C, n. 149. San José: Corte IDH, 2006. Disponível em: https://www.corteidh.or.cr/docs/casos/articulos/seriec_149_por.pdf. Acesso em: 23 jun. 2025.
CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS. Resolução de 22 de novembro de 2018. Medidas Provisórias relativas ao Instituto Penal Plácido de Sá Carvalho (Brasil). [San José: CIDH, 2018]. Disponível em: https://www.corteidh.or.cr/docs/medidas/placido_se_03.pdf. Acesso em: 17 jul. 2025.
DEFENSORÍA DEL PUEBLO DE LA NACIÓN (Argentina). Protocolo marco para la actuación de Defensorías del Pueblo en Empresas y Derechos Humanos. Buenos Aires: Defensor del Pueblo de la Nación, 2021. Disponível em: https://www.dpn.gob.ar/documentos/Protocolo_Defensoria_2021.pdf. Acesso em: 9 jul. 2025.
FERRAJOLI, Luigi. A soberania no mundo moderno: nascimento e crise do Estado nacional. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2002.
MAZZUOLI, Valério de Oliveira. Controle concentrado de convencionalidade tem singularidades no Brasil. Revista Consultor Jurídico, São Paulo, 24 abr. 2015. Disponível em: http://www.conjur.com.br/2015-abr-24/valerio-mazzuoli-controle-convencionalidade-singularidades. Acesso em: 4 out. 2015.
MAZZUOLI, Valério de Oliveira. O controle jurisdicional de convencionalidade das leis. 2. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011.
MAZZUOLI, Valério de Oliveira. Integração das convenções e recomendações internacionais da OIT no Brasil e sua aplicação sob a perspectiva do princípio pro homine. Revista do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, Campinas, n. 43, 2013. Disponível em: http://portal.trt15.jus.br/documents/124965/1488681/Rev.43_Art.4/94b0e824-e2ae-4456-90bb-3922c1aeef35. Acesso em: 30 abr. 2015.
PETERS, Anne. Humanity as the A and Ω of Sovereignty. European Journal of International Law, Oxford, v. 20, n. 3, p. 513–544, 2009.
PIOVESAN, Flávia. Direitos humanos e o direito constitucional internacional. 9. ed. São Paulo: Saraiva, 2008.
RAMÍREZ, Sergio García. El control judicial interno de convencionalidad. Revista IUS, Santiago de Querétaro, ano 5, n. 28, p. 135-136, jul./dez. 2011.
RAMOS, André de Carvalho. Pluralidade das ordens jurídicas: uma nova perspectiva na relação entre o Direito Internacional e o Direito Constitucional. Revista da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, São Paulo, v. 106/107, p. 497–524, jan./dez. 2011/2012. Disponível em: https://revistas.usp.br/rfdusp/article/view/67955. Acesso em: 7 jul. 2025.
RAMOS, André de Carvalho; GAMA, Marina Faraco Lacerda. Controle de convencionalidade, teoria do duplo controle e o Pacto Nacional do Judiciário pelos Direitos Humanos: avanços e desafios. Revista Direitos Culturais, Santo Ângelo, v. 17, n. 41, p. 283–297, jan./abr. 2022.
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA (STJ). STJ lança novo espaço para divulgar decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Stj.jus.br, Brasília, 10 dez. 2024. Disponível em: https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/2024/10122024-STJ-lanca-novo-espaco-para-divulgar-decisoes-da-Corte-Interamericana-de-Direitos-Humanos.aspx. Acesso em: 17 jul. 2025.
SUPREMA CORTE DE JUSTICIA DE LA NACIÓN (México). Control de convencionalidad. Cidade do México: Centro de Estudos Constitucionais, 2021. Disponível em: https://www.sitios.scjn.gob.mx/cec/sites/default/files/publication/documents/2021-09/CONTROL_DE_CONVENCIONALIDAD.pdf. Acesso em: 9 jul. 2025.
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 635/DF. Relator: Min. Edson Fachin. Julgado em 28 jun. 2023. Disponível em: https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=5816502. Acesso em: 17. jun. 2025.
TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO. Mandado de Segurança n.º 23218-21.2023.5.04.0000. Relator: Amaury Rodrigues Pinto Junior. [Brasília: TST, 2024]. Disponível em: https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=&ved=2ahUKEwj34dWaqNmQAxUaqZUCHankPNIQFnoECBoQAQ&url=https%3A%2F%2Fconsultadocumento.tst.jus.br%2FconsultaDocumento%2Facordao.do%3FanoProcInt%3D2023%26numProcInt%3D503923%26dtaPublicacaoStr%3D14%2F06%2F2024%252007%3A00%3A00%26nia%3D8353732&usg=AOvVaw2pVR6jjQvY--jxKPcq5jAf&opi=89978449. Acesso em: 4 nov. 2025.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Nayane Stephane Antunes Costa, Brena Késsia Simplício do Bomfim, Fernanda Raquel Ramos Coelho

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Cómo citar
- Resumen 1068
- PDF (Portugués) 115
- HTML (Portugués) 19







