O caso Sônia Maria de Jesus e a vulnerabilização interseccional no contexto do trabalho escravo contemporâneo

Autores

  • Rosane Porto Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ)
  • Marcelo José Ferlin D’Ambroso Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ)
  • Rodrigo Leventi Guimarães Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ)
  • Daniela Silva de Fontoura de Barcellos Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

DOI:

https://doi.org/10.33239/rjtdh.v8.303

Palavras-chave:

DIREITOS HUMANOS;, TRABALHO ESCRAVO CONTEMPORÂNEO, RACISMO DE GÊNERO

Resumo

Introdução: Este artigo investiga o trabalho escravo contemporâneo no Brasil, com ênfase no ambiente doméstico como espaço de invisibilização e perpetuação de violências. A análise se centra no caso de Sônia Maria de Jesus para discutir como o racismo estrutural e a desigualdade de gênero, articulados por meio de categorias de vulnerabilidade interseccional e biopolítica, sustentam práticas sistemáticas exploração de mulheres, negras e pobres. O estudo também avalia os limites e desafios enfrentados pelas políticas públicas e pelo sistema de justiça diante das dinâmicas de opressão.

Objetivo: Demonstrar, a partir do estudo de caso de Sônia Maria de Jesus, em que medida o trabalho doméstico opera como espaço de reprodução de violências e de negação de direitos fundamentais a mulheres negras vulneráveis, avaliando a efetividade das respostas estatais e jurídicas aos parâmetros nacionais e internacionais de direitos humanos.

Metodologia: Pesquisa qualitativa que combina i) estudo de caso; ii) análise documental e iii) revisão bibliográfica e normativa.

Resultados: Identifica-se, no Brasil contemporâneo, a persistência de um padrão histórico de servidão doméstica com restrição a direitos básicos como educação, saúde e convivência social, além de indícios de práticas que configuram a condição análoga à de escravidão. Observam-se e verificam-se fragilidades na atuação do Estado e decisões judiciais que podem gerar revitimização. Evidenciam-se lacunas na implementação de políticas de prevenção, reparação e não repetição, sobretudo nas intersecções entre raça, gênero, pobreza e deficiência.

Conclusão: O ambiente doméstico permanece como um espaço privilegiado de exploração de mulheres negras, onde a correlação entre racismo de gênero e vulnerabilidade social sustenta práticas contemporâneas de escravidão. A resposta estatal revela-se insuficiente, exigindo maior alinhamento aos padrões internacionais de direitos humanos, fortalecimento de políticas centradas na vítima e mecanismos eficazes de monitoramento público contínuo. Este estudo contribui para o debate ao articular categorias como analíticas interseccionalidade e biopolítica com parâmetros normativos para qualificar diagnóstico das violações e para orientar respostas mais justas e eficazes.

PALAVRAS-CHAVE: Direitos Humanos; interseccionalidade; racismo de gênero; trabalho escravo contemporâneo; vulnerabilidade social.

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Biografia do Autor

  • Rosane Porto, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ)

    Professora Permanente na Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ), lecionando na graduação em Direito e no Programa de Pós-graduação em Direito - Mestrado e Doutorado. Integrante do Grupo de Pesquisa Biopolítica Direitos Humanos (CNPq). Pesquisadora no Fundo de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul. Pesquisadora Gaúcha-PQG-FAPERGS 2024-2027. Integra junto a FAPERGS a Comissão Assessora para Equidade, Diversidade e Inclusão. Doutora em Direito pela Universidade de Santa Cruz do Sul - UNISC, instituição na qual também obteve o título de Mestre em Direito. Pós-Doutora pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Pós-doutoranda pela Universidade Federal do RJ (UFRJ). Lattes: http://lattes.cnpq.br/4041974927424063. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-1875-5079. E-mail: rosane.cp@unijui.edu.br.

  • Marcelo José Ferlin D’Ambroso, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ)

    Professor da 2ª Cátedra Presidente Lula (Instituto Lula, Brasil). Professor convidado de pós-graduação em diversas Universidades. Doutor em Ciências Jurídicas. Mestre em Direito Penal Econômico. Mestre em Direitos Humanos. Pós-doutorando em Direitos Humanos da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ). Desembargador do Trabalho (Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região – Porto Alegre/RS -Brasil). Ex-Procurador do Trabalho (Ministério Público do Trabalho, Brasil). Lattes: http://lattes.cnpq.br/0166479924575461. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-1006-1996. E-mail: marcelo.dambroso@trt4.jus.br.

  • Rodrigo Leventi Guimarães, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ)

    Professor no Ensino Superior. Doutor em Direitos pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ). Especialista em Direito Penal e Processual Penal; Especialista em Direito Civil e Processual Civil. Master Business Administration em Gestão de Instituições Públicas. Pós-Doutorando pela UNIJUI-RS. Promotor de Justiça do Ministério Público de Rondônia. Promotor de Justiça Eleitoral (2012, 2016, 2020 e 2024). Lattes: http://lattes.cnpq.br/0904790513422969. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-3003-5661. E-mail: rodrigo.leventi@gmail.com.

  • Daniela Silva de Fontoura de Barcellos, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

    Professora Adjunta da Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Doutora em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Coordenadora do Grupo de Pesquisa Vulneráveis do Direito Privado: identidade, representação e judicialização. Lattes: http://lattes.cnpq.br/0904790513422969. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-5795-9250. E-mail: barcellosdanielasf@gmail.com.

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Publicado

2025-12-15

Edição

Seção

Artigos para o “Dossiê Aplicação das normas Internacionais do trabalho da OIT pelas cortes nacionais”

Como Citar

O caso Sônia Maria de Jesus e a vulnerabilização interseccional no contexto do trabalho escravo contemporâneo. (2025). Revista Jurídica Trabalho E Desenvolvimento Humano, 8. https://doi.org/10.33239/rjtdh.v8.303
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