El caso de Sônia Maria de Jesus y la vulnerabilización interseccional en el contexto del trabajo esclavo contemporáneo
DOI:
https://doi.org/10.33239/rjtdh.v8.303Palabras clave:
Derechos Humanos; Esclavitud contemporánea;Resumen
Introducción: Este artículo investiga el trabajo esclavo contemporáneo en Brasil, con énfasis en el entorno doméstico como espacio de invisibilización y perpetuación de violencias. El análisis se centra en el caso de Sônia Maria de Jesus para discutir cómo el racismo estructural y la desigualdad de género, articulados a través de categorías de vulnerabilidad interseccional y biopolítica, sostienen prácticas sistemáticas de explotación de mujeres negras y pobres. El estudio también evalúa los límites y desafíos que enfrentan las políticas públicas y el sistema judicial ante estas dinámicas de opresión.
Objetivo: Demostrar, a partir del estudio de caso de Sônia Maria de Jesus, en qué medida el trabajo doméstico opera como espacio de reproducción de violencias y de negación de derechos fundamentales a mujeres negras vulnerables, evaluando la efectividad de las respuestas estatales y jurídicas frente a los estándares nacionales e internacionales de derechos humanos.
Metodología: Investigación cualitativa que combina: i) estudio de caso; ii) análisis documental; y iii) revisión bibliográfica y doctrinal (normativa).
Resultados: En el Brasil contemporáneo, se identifica la persistencia de un patrón histórico de servidumbre doméstica con restricciones a derechos básicos como la educación, la salud y la convivencia social, además de indicios de prácticas que configuran una condición análoga a la esclavitud. Se observan fragilidades en la actuación estatal y decisiones judiciales que pueden generar revictimización. Se evidencian lagunas en la implementación de políticas de prevención, reparación y no repetición, especialmente en las intersecciones entre raza, género, pobreza y discapacidad.
Conclusión: El entorno doméstico sigue siendo un espacio privilegiado de explotación de mujeres negras, donde la intersección entre el racismo de género y la vulnerabilidad social sostiene prácticas contemporáneas de esclavitud. La respuesta estatal resulta insuficiente, lo que exige una mayor alineación con los estándares internacionales de derechos humanos, el fortalecimiento de políticas centradas en la víctima y mecanismos eficaces de monitoreo público. Este estudio aporta al debate al articular categorías analíticas como interseccionalidad y biopolítica con marcos normativos, cualificando el diagnóstico de las violaciones y orientando respuestas más justas y eficaces.
PALABRAS-CLAVE: Derechos Humanos; esclavitud contemporánea; interseccionalidad; racismo de género; vulnerabilidad social.
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Referencias
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