A justiça remunerativa como fundamento normativo do trabalho decente

entre mercado, moral e teorias contemporâneas da justiça

Autores

  • Glauber Pinheiro Centro Universitário do Estado do Pará
  • José Claudio Monteiro de Brito Filho Centro Universitário do Estado do Pará https://orcid.org/0000-0002-4435-6450

DOI:

https://doi.org/10.33239/rjtdh.v9.331

Palavras-chave:

justiça remunerativa; trabalho decente; teorias da justiça; remuneração justa; divisão social do trabalho

Resumo

Introdução: A noção de remuneração justa ocupa posição central no conceito de trabalho decente, mas é frequentemente reduzida a um critério mínimo de subsistência. Essa redução tende a naturalizar desigualdades e a tratar a remuneração como mero resultado de forças de mercado, desconsiderando sua dimensão normativa, institucional e distributiva;

 

Objetivo: Analisar criticamente o conceito de remuneração justa no âmbito do trabalho decente e propor um esboço de conceituação normativa que ultrapasse a lógica do salário mínimo ou do living wage, à luz das principais teorias contemporâneas da justiça;

 

Metodologia: O estudo adota método teórico-dedutivo, com revisão crítica da literatura filosófica e jurídica. São examinadas contribuições do liberalismo, do marxismo, do utilitarismo e do liberalismo igualitário, com ênfase nas teorias de justiça distributiva;

 

Resultados: Constata-se que a remuneração não é fenômeno neutro de mercado, mas produto de escolhas institucionais orientadas por valores e interesses. Identifica-se a insuficiência de abordagens que limitam a justiça remuneratória à garantia de um patamar mínimo de dignidade material, propondo-se a incorporação de critérios relacionados às liberdades substantivas, à neutralização de desvantagens arbitrárias e à cooperação social;

 

Conclusão: Conclui-se que a remuneração justa deve ser compreendida como elemento normativo da estrutura básica da sociedade, incompatível com exploração e precarização, e relevante para a formulação de políticas públicas em contextos de transformação do trabalho.

PALAVRAS-CHAVE: divisão social do trabalho; justiça remunerativa; remuneração justa; teorias da justiça; trabalho decente.

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Biografia do Autor

  • Glauber Pinheiro, Centro Universitário do Estado do Pará

    Mestrando em Direito, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional no Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA). Graduado em Direito pela Faculdade Ideal (FACI). Lattes: http://lattes.cnpq.br/1043793100069450 ORCID: https://orcid.org/0009-0007-6302-1334. E-mail: glauberpinheiro@hotmail.com.

  • José Claudio Monteiro de Brito Filho, Centro Universitário do Estado do Pará

    Professor e Vice-Coordenador do Programa de pós-graduação em direito do CESUPA; e Professor do curso de Direito do CESUPA. Pesquisador Visitante na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (ULisboa). Doutor em Direito das Relações Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Mestre em Direito pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Titular da Cadeira n. 26, da Academia Brasileira de Direito do Trabalho (ABDT). Titular da Cadeira n. 22, da Academia Paraense de Letras Jurídicas (APLJ). Membro do Conselho Editorial da Revista Jurídica da Presidência. Editor-Chefe da Revista Jurídica do Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA). Lattes: http://lattes.cnpq.br/7823839335142794. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-4435-6450. E-mail: jclaudiobritofilho@gmail.com.

     

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Publicado

2026-08-05

Edição

Seção

Artigos em Fluxo Contínuo

Como Citar

A justiça remunerativa como fundamento normativo do trabalho decente: entre mercado, moral e teorias contemporâneas da justiça. (2026). Revista Jurídica Trabalho E Desenvolvimento Humano, 9. https://doi.org/10.33239/rjtdh.v9.331
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