El beneficio de prestación continua como política de concretización del derecho humano al cuidado

Autores/as

  • Rosana Helena Maas Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC)
  • Gabriel Matievicz Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC)

DOI:

https://doi.org/10.33239/rjtdh.v9.308

Palabras clave:

Beneficio de prestación continua, Corte Interamericana de Derechos Humanos; , Derecho al Cuidado, olítica Nacional de Cuidados; , Supremo Tribunal Federal

Resumen

Introducción: El artículo analiza el Beneficio de Prestación Continua (BPC) a la luz del derecho humano al cuidado, recientemente consagrado por la Corte Interamericana de Derechos Humanos en la Opinión Consultiva 31/2025 y por la Ley nº 15.069/2024, que instituyó la Política Nacional de Cuidados en Brasil.

Objetivo: El estudio investiga si el BPC, más allá de su función de garantía de subsistencia, puede ser resignificado como un instrumento de concretización del derecho humano al cuidado, considerando los nuevos paradigmas jurídicos establecidos.

Metodología: Se utiliza el método de enfoque deductivo, con procedimiento analítico y técnica de investigación basada en documentación directa, incluyendo el análisis de jurisprudencia del STF (notablemente la Reclamação 4.374/2013), documentos internacionales (Opinión Consultiva OC-31/25 de la Corte IDH) y legislación pertinente.

Resultados: Se concluye que la decisión del STF en la Reclamación 4.374/2013, que flexibilizó el criterio de renta para la concesión del BPC, unida a los nuevos marcos legales e internacionales, abre camino para una reinterpretación del beneficio. El BPC se identifica como un mecanismo no solo para garantizar renta, sino para viabilizar autonomía, aliviar la sobrecarga familiar y operacionalizar el derecho al cuidado en la práctica.

Conclusión: El BPC puede y debe ser resignificado como un instrumento efectivo de concretización del derecho humano al cuidado, en sintonía con las obligaciones internacionales de Brasil y con los principios de la Política Nacional de Cuidados. Esta reinterpretación exige una actuación articulada de los operadores del derecho y gestores públicos para alinear la aplicación del beneficio a estos nuevos paradigmas.

PALABRAS CLAVE: Beneficio de prestación continua; Corte Interamericana de Derechos Humanos; derecho al cuidado; Política Nacional de Cuidados; Supremo Tribunal Federal.

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Biografía del autor/a

  • Rosana Helena Maas, Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC)

    Professora da Graduação e da Pós-Graduação em Direito - Mestrado e Doutorado da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC). Integrante do grupo de estudos Jurisdição Constitucional aberta (CNPQ). Coordenadora do grupo de estudos “Espectros dos direitos fundamentais sociais” (CNPQ). Doutora, Mestre e Graduada em Direito pela UNISC. Doutorado sanduíche pela Ernst-Moritz-Arndt-Universität Greifswald, Rechts und Staatswissenschaftliche Fakultät, Alemanha. Pós-doutorado pela Paris Lodron Universität Salzburg, Áustria e Pós-doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Direito, Mestrado e Doutorado da UNISC. Lattes: http://lattes.cnpq.br/2204113976797800. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-9930-309X. E-mail: rosanamaas@unisc.br.

  • Gabriel Matievicz, Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC)

    Mestrando do Programa de Mestrado e Doutorado da Universidade da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC). Pós-graduado em Direito Previdenciário e Pós-graduado em Direito Laboral, ambos pela Damásio. Graduado em Direito pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões. Integrante do grupo de estudos Jurisdição Constitucional aberta (CNPQ), e do grupo de pesquisa “Espectros dos direitos fundamentais sociais” (CNPQ), coordenado pela Profa. Pós-Dra. Rosana Helena Maas. Advogado. Lattes: http://lattes.cnpq.br/9212639132776963. ORCID: https://orcid.org/0009-0003-1383-7336. E-mail: gabrielmatievicz@hotmail.com.

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Publicado

2026-04-10

Número

Sección

Artigos em Fluxo Contínuo

Cómo citar

El beneficio de prestación continua como política de concretización del derecho humano al cuidado. (2026). Revista Jurídica Trabajo Y Desarrollo Humano, 9. https://doi.org/10.33239/rjtdh.v9.308
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